RUSH - R40 FOI A ÚLTIMA GRANDE TURNÊ?

August 12, 2015

Nossos ídolos estão ficando velhos... Pois é... Todos estamos!

 

Lá se foi o tempo em que eu, com apenas 17 anos, fui ao meu primeiro show de rock. Fui ver o Queen no estádio do Morumbi. E de lá para cá, já perdi a conta de quantos outros shows já participei; bandas nacionais e internacionais; de grande ou pequena notoriedade; bandas de amigos; enfim, incontáveis shows de rock! E a verdade é uma só; não quero parar de participar deste maravilhoso tipo de evento que celebra, entre outras coisas, a alegria da vida e arte musical.

 

Mas, voltando ao começo do texto, muitas destas excelentes bandas de rock estão chegando ao limite físico imposto pela idade (em alguns casos com efeitos amplificados devido a toda sorte de abusos e excessos) e estão tirando o pé do acelerador. Infelizmente, alguns estão partindo desta para a melhor, deixando seus fãs definitivamente órfãos.

 

Uma destas bandas que já estão cogitando um pé no freio, infelizmente, é o Rush. Após a tour norteamericana, denominada R40 em comemoração dos 40 anos desde o lançamento do primeiro álbum, dois de seus sexagenários membros deram declarações sobre as intenções da banda com relação à continuidade dos trabalhos do Rush.

 

Segundo reportagem da Revista Roadie Crew constante da recente edição nº 199, a qual trás entrevistas feitas junto à Alex Lifeson e Geddy Lee, ambos descartam o fim das atividades da banda, pelo menos no tocante à gravação de novos discos.

 

Já com relação à realização de novas turnês, neste quesito a coisa está bem mais incerta, principalmente com relação ao próprio Alex Lifeson e a Neil Peart; ambos vêm já há um bom tempo sofrendo com doenças causadas pelo esforço físico necessário para o desempenho de suas atividades musicais. 

 

Alex Lifeson sofre de artrite há pelo menos dez anos e diz que nestes úlimos tempos tem sentido mais os efeitos da doença. Mas pelo que pude concluir de suas respostas a respeito de uma possível aposentadoria, o cara mostra-se resistente com relação a esta possibilidade; ele até pensa que será feliz quando isto acontecer, mas no momento ele ainda quer gravar pelo menos mais um disco e ainda consegue pensar em novos shows.

 

Ainda, segundo Lifeson, o risco maior com relação à continuidade do Rush reside na condição física e emocional do baterista Neil Peart. Tanto para Lifeson quanto para Geddy Lee, o fiel desta balança será Neil Peart.

 

Alex Lifeson declarou que a tendinite que Neil Peart tem em seu braço dificulta muito sua atuação, na medida que lhe obriga a um esforço enorme para conseguir tocar durante as três horas de show; trata-se de um esforço que causa muita dor e desconforto. Por outro lado, Lifeson diz que o cara é durão e não reclama.

 

Outro ponto complicado para Neil Peart, ainda segundo a visão de Alex Lifeson, é com relação ao fato de que o baterista quer dar mais prioridade para sua família e para sua filha de apenas 5 anos de idade, Olivia Louise Peart. Vale lembrar aqui, que Neil Peart, entre os anos de 1997 e 1998, sofreu grandes perdas pessoais; a morte de sua filha de 19 anos num acidente de carro e, apenas dez meses depois, a morte da esposa em função de um câncer devastador. Ou seja, nada mais justo se Neil Peart quiser direcionar sua atenção à sua nova família neste momento. 

 

Geddy Lee mostrou-se bem mais confiante e otimista com relação ao futuro da banda. Ele tem a mesma visão de Alex Lifeson com relação às limitações de saúde de Neil Peart e do próprio Lifeson; todavia, afirma que ele, Geddy Lee, ainda está em ótima condição física e que não tem a menor intenção de parar agora e acredita que os outros dois membros ainda conseguirão se manter na ativa por algum tempo. 

 

Todavia, Geddy Lee afirma que está ciente que a conversa sobre o fim da banda está cada vez mais próxima e que aquela ideia do Rush excursionar o tempo todo está com os dias contados.

 

O teor das duas entrevistas concedidas ao correspondente da Roadie Crew mostrou visões ambíguas e posições diferentes dos membros entrevistados, principalmente com relação à realização de novos shows. Dois membros mais cansados e com certas limitações físicas e um deles ainda em boa forma física e com disposição de encarar grandes e novos desafios.

 

Espero que Geddy Lee consiga passar todo este vigor e otimismo para Neil Peart e para Alex Lifeson, de forma que possamos alimentar esperanças de ver o Rush aportando em terras brasileiras uma última vez. Sinceramente, acho que isto está meio difícil de ocorrer, mas vamos pelo menos torcer que esta grande banda nos brinde com novos discos.

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