SHOW IRON MAIDEN SÃO PAULO 26/03/16 - Relato de uma fã apaixonada!

March 30, 2016

Nem o fato de “estar” cadeirante após um acidente que fraturou meu tornozelo, deixou o dia 26 de Março de 2016 menos especial.

 

Afinal de contas, era o dia de ver o Iron Maiden tocar em São Paulo.

 

Meu irmão me apresentou ao Iron Maiden em 1981, quando eu tinha 14 anos, logo após o lançamento do LP Killers, ainda com o Paul Di’anno nos vocais.  E 34 anos depois, a oportunidade de vê-los tocando ao vivo!

 

Passava um pouquinho das 7 da noite deste sábado, quando a banda inglesa The Raven Age entrou no palco. Não conhecia o som deles e muito menos sabia que o filho do baixista do Iron, George Harris, era o guitarrista. Achei que os caras fizeram um som encorpado, bem definido e sem muita enrolação.  Abriram muito bem o show com “Uprising” e na sequência “Promised Land”, fechando a apresentação com “Salem’s Fate” e “Angel in Disgrace”.

 

Na sequência, o trash metal do Anthrax tomou conta do palco e aqueceu mais ainda a galera. Apesar de estarem com disco novo (All The Kings), eles preferiram as “oldscholl” conhecidas do público como “Medusa” e “Got the Time”. A surpresa no final da apresentação foi a presença de Andreas Kisser que tocou  “Indians” e um trecho de “Refuse/Resist” do Sepultura.

 

Todos devidamente aquecidos, ficamos à espera da cereja do bolo. Ao mínimo movimento do pessoal do backstage no palco, a galera já se levantava, gritava, queria ver o Iron entrar. E às 9 horas e 15 minutos, os alto-falantes começaram a tocar “Doctor Doctor” da banda inglesa de hard rock UFO. Era o sinal que todos esperavam. O Iron Maiden iria começar a apresentação.

 

O telão começou a exibir um desenho animado onde o mascote “Eddie” - agora um aborígene com cara de maluco - em meio a uma floresta prá lá de sinistra, erguia seu machado.... E aí entra o vozeirão do Bruce Dickinson com as primeiras estrofes de “If Eternity Should Fail”.  Eu e várias pessoas ao meu lado ficamos paralisadas, sem acreditar que estávamos fazendo parte daquilo tudo.  Quando o time inteiro surgiu, no meio de muita pirotecnia, a multidão ficou histérica. Era gente gritando, chorando, cantando...  Era o Iron Maiden que estava tocando.

 

Todo músico presta mais atenção no instrumento que mora em sua alma, no meu caso, a percussão. Nicko McBrain tocava como se a bateria fosse uma extensão do seu corpo. Mas, foi impossível não notar Dave Murray, que em minha opinião, é um dos melhores guitarristas de heavy metal da atualidade. Além disso, a sincronicidade dele com os guitarristas Adrian Smith e Janick Gers é fantástica.  Quem criticou a banda quando Gers assumiu a terceira guitarra, com certeza, está arrependido. Bruce Dickinson parecia ser um adolescente correndo de um lado para o outro, cantando com toda a potência vocal possível, deixando para traz qualquer lembrança de doença. E Steve Harris.. provando que um único baixo pode segurar e dar base e sustentação sonora para um naipe monstruoso de guitarras. 

 

Alguns poucos insatisfeitos acharam que faltaram mais clássicos. Todavia, a grande maioria das pessoas com as quais pude conversar, entendeu que o set list foi super adequado e mostrou o que o Maiden tem de melhor:  Speed of Ligth, Children of the Damned, Tears of a Clown (composta em homenagem ao ator Robin Willians), The Red and the Black, The Trooper (Bruce vestindo-se de soldado com a bandeira inglesa… show!!),  Powerslave (na minha opinião um dos melhores solos de guitarra do Dave Murray), Death or Glory, The Book of Souls (pior para o Eddie que nesta hora teve o “coração” arrancado à sangue frio pelo Bruce), Hallowed BeThy Name (Bruce cantando com uma corda de enforcamento no pescoço), a clássica Fear of The Dark e finalizando Iron Maiden. 

 

Para não decepcionar , o “encore” teve "The Number of the Beast", “Blood Brothers” e fechando o show de maneira impecável “Wasted Years”.  E aí demorou para todos entenderem que tinha acabado.... Estávamos atônitos, hipnotizados, aguardando mais... Mas, era o final. 

 

Aliás, era o começo... Da contagem regressiva para o próximo show do Iron Maiden em SP!!!

 

Aproveito para agradecer ao pessoal da LivePass (empresa que organizou o evento) pelo acolhimento no Allianz Parque aos cadeirantes e PNEs (portadores de necessidades especiais).  Desde o momento em que cheguei e me instalaram no local destinado aos cadeirantes,  sempre alguém da produção estava por perto, atendendo a todos no que fosse necessário.  Muito Obrigada! Valeu!

 

 

Observação: Ana Lucia (e seu filhão José Vitor) curtindo o show do Iron no Allianz Parque. Ela foi ao show de cadeira de rodas em função de estar se recuperando de um acidente, no qual ela fraturou seu tornozelo. Foi bem atendida pela empresa que organizou o evento. O Star Trips agradece a excelente resenha!

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