MAIS UM SHOW MATADOR DO OPETH NO BRASIL - CARIOCA CLUB - 09/ABR

April 10, 2017

Este foi o segundo show do Opeth que tive o prazer de assistir em menos de dois anos. E mais uma vez, saí da apresentação extasiado.

 

E não poderia deixar de iniciar esta resenha sem dizer aos meus leitores que os suecos tem um dom muito especial, qual seja, o de nos transportar para outro mundo com suas canções longas, viajantes e vigorosas.

 

O espetáculo começou no horário previsto, ou seja, por volta das 20 horas. Mas, tal qual o show de 2015, uma hora antes do início do mesmo, a casa de shows Carioca Club já estava lotada de fãs, todos ávidos para ver e se deliciar com as belíssimas canções que estavam por vir.

 

A foto ao lado foi tirada por mim por volta das 19 horas, quando fui dar uma volta pelo lugar exatamente para conferir o clima pré show.

 

Quando cheguei no fundo do salão, nas proximidades dos banheiros da casa, fiquei perplexo ao ver a quantidade de gente que tomava conta do espaço. Tive dificuldade para vencer a multidão na volta para o local onde estavam meus parceiros de show.

 

Em termos de setlist, a banda repetiu a sequência musical da maioria das últimas apresentações, a qual inclusive eu já havia divulgado anteriormente:

 

1. Sorceress

2. Ghost of Perdition

3. Demon of the Fall

4. The Wilde Flowers

5. Face of Melinda

6. In My Time of Need

7. The Devil's Orchard

8. Cusp of Eternity

9. Heir Apparent

10. The Drapery Falls

      Bis:

11. Deliverance

 

O show começou de forma arrasadora com a canção do mais recente lançamento da banda e que dá nome à presente tour, "Sorceress". E daí para o final das quase duas horas de espetáculo, tivemos uma verdadeira seleção de petardos. Posso dizer que a banda já tem uma plêiade de belos clássicos, dos quais quero destacar alguns que levaram a galera à loucura total, tais quais "Ghost Of Perdition", "Demon Of The Fall", "The Devil's Orchard", "Cusp Of Eternity", "The Drapery Falls" e a delirante "Deliverance".

 

Entretanto, gostaria de fazer duas críticas (construtivas) com relação ao setlist. A primeira refere-se ao meu sentimento de que faltou a execução de pelo menos mais uma música do novo álbum.

 

E a segunda é com relação à música "Face Of Melinda". A despeito da maioria das músicas do Opeth ter fortes mudanças de andamento, podendo começar mais melodiosa e depois partir para algo bem mais energético (a recíproca é verdadeira), com relação à esta canção eu senti uma queda muito forte da energia do show quando a mesma foi executada. A introdução desta música, basicamente com voz e violão, dura pelo menos uns quatro minutos e somente na segunda parte a melodia fica mais encorpada; ou seja, senti a galera dar uma murchada nesta hora.

 

Creio que teria sido mais legal se a banda tivesse colocado uma canção do novo álbum no lugar de "Face Of Melinda". Por exemplo, como lembrou bem meu brother Guilherme Trovão, poderia ter rolado a canção "Era"... Ou então, "Spring MCMLXXIV". Acredito que qualquer uma destas músicas teria agradado tanto ou mais do que "Face Of Melinda" e o clima do show teria sido mantido em alta o tempo inteiro.

 

Mas isto não impede que a nota final do show seja alta. Levando-se em conta a técnica absurda de todos os músicos e as brilhantes execuções de todas as músicas, descontando este pequeno detalhe, a minha nota para o show é 9,5.

 

Como já devidamente destacado, a banda encerrou o show com a espetacular "Deliverance". E ao final da apresentação, Fredrik Âkesson, Joakin Svalberg, Mikael Âkerfeldt, Maritn Mendez e Martin "Axe" Axenrot, posicionaram-se todos à frente do palco e agradeceram calorosamente ao público presente na casa, retribuindo com reverências mais do que justas a adoração que todos os fãs demonstraram durante todo o show.

 

Desde o ano de 2011, quando fui apresentado ao Opeth pelo meu grande amigo Silvio Novelletto, tenho divulgado esta fenomenal banda maciçamente em todos os canais dos quais tenho acesso.

 

Só tenho a dizer que, após todos estes anos acompanhando todos os lançamentos de novos álbuns e tendo tido a possibilidade de vê-los ao vivo em duas ocasiões, minha admiração pela banda só faz crescer, razão pela qual não me furtarei em continuar a divulgá-los em todas as oportunidades possíveis.

 

É isso aí meus caros amigos do rock!

 

Forte abraço e até a próxima.

 

Betão Star Trips

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