STING EM SÃO PAULO - 06/05/2017 - RESENHA DO SHOW

May 8, 2017

A noite deste último sábado foi uma das mais especiais dos últimos tempos em se tratando do quesito "espetáculos musicais no Brasil"... pelo menos para mim e para os demais fãs que compareceram ao Allianz Parque para conferir a apresentação do músico e cantor britânico Sting, o qual vem rodando o mundo com sua 57th & 9th Tour.

 

Sting apresentou-se ontem, juntamente com sua banda de apoio e com seu filho Joe Sumner, o qual abriu a seção musical do espetáculo e também participou de uma canção no meio do show do pai.

 

E para a satisfação completa das cerca de 10 mil pessoas que foram conferir a apresentação musical, Sting ainda contou com a ajuda da sensacional banda americana "The Last Bandoleros", a qual tocou algumas de suas canções próprias logo após a abertura de Joe Sumner e também apoiou Sting durante vários outros momentos de suas performances.

 

E o que posso dizer logo de cara, é que a minha lista de melhores shows de todos os tempos acabou de ser incrementada.

 

Sting brindou o público paulistano com um espetáculo memorável... Uma mistura de simplicidade, suavidade e ao mesmo tempo com uma intensidade e técnica impressionantes, muito difícil de se explicar em palavras. 

 

Sucessos da era "The Police" se intercalaram a tantas de suas canções da carreira solo. E a cada música performada por Sting, o encantamento ao ouvir sua voz era inevitável. Aos 65 anos de idade, Sting mostra uma vitalidade impressionante e sua voz continua cristalina e limpa como sempre. 

 

Ainda falando do setlist, Sting seguiu rigorosamente a sequência de músicas que tem performado em outras apresentações, a qual já havíamos divulgado anteriormente na matéria falando sobre a vinda do músico ao Brasil (confira aqui). 

 

 

JOE SUMNER

 

Passados aproximadamente 15 minutos do horário previsto para início de sua apresentação, Joe Sumner adentrou ao palco sozinho com sua guitarra azul e começou a desempenhar seu curtíssimo setlist de apenas três canções. 

 

Para quem, como eu, não tinha o menor conhecimento sobre a carreira musical do cara (a não ser o fato dele ser filho de Sting), foi impressionante ver a semelhança física e o tom de voz muito próximo ao do progenitor.

 

Visivelmente tenso, ao final da terceira canção, Joe Sumner sai repentinamente do centro do palco e fica um pouco abaixado num canto, ao lado de alguns equipamentos. Neste momento, pensei que ele estava enfrentando algum problema técnico; todavia achei muito estranho o mesmo não ter sido auxiliado por algum técnico de palco ou por algum roadie.

 

Mais inusitado ainda foi ver Sting entrar no palco e finalizar a canção juntamente com o filho. E a galera foi à loucura. Mas ficou uma sensação estranha no ar.

 

Passados alguns minutos e eu finalmente fiquei sabendo o que realmente tinha acontecido. Minha amiga Adriana Nazario, que estava no mesmo setor que eu, a apenas alguns metros de minha posição, me passou uma mensagem dizendo que o rapaz havia passado mal e havia vomitado... ela tinha visto a cena toda com o auxílio de um binóculo. Hoje cedo trocamos mais algumas mensagens e demos boas risadas imaginando que Joe Sumner havia ingerido um chá do Santo Daime oferecido pelo Cacique Raoni...

 

A próxima participação de Joe Sumner no show ocorreu mais de uma hora após este fato inesperado. No meio da apresentação de seu pai, Sumner cantou a canção Ashes To Ashes (David Bowie) e foi bastante aplaudido. Foi uma bela participação, apesar de tudo.

 

 

2/3 DO ALLIANZ PARQUE

 

Quando fiquei sabendo que Sting iria se apresentar no Brasil e que o show iria ser realizado no Allianz parque, sendo bem sincero, achei que era um espaço muito grande para um show de um artista com as características dele.

 

Não porque Sting não tenha a devida relevância, na medida em que estamos falando de um dos mais brilhantes músicos britânicos.

 

Mas, infelizmente, o tipo de música que ele fez durante os últimos 13 anos acabou afastando o público mais voltado ao estilo pop/rock/ska adotado pelo The Police e também por ele mesmo em alguns discos mais antigos de sua carreira solo.

 

Desta forma, imaginei que um show de um artista como ele poderia muito bem ter ocorrido numa casa de shows como o Citibank Hall (em duas datas talvez) ou ainda num local tal qual o Espaço das Américas.

 

E este meu sentimento se concretizou quando me dei conta de que a configuração do show no Allianz Parque seria arranjada de forma a transformar o local numa espécie de anfiteatro, tal qual vocês poderão ver na foto abaixo:

 

 

Nesta configuração, o palco foi montado no meio do gramado, sendo que na pista foram colocadas mais ou menos duas mil cadeiras e aproximadamente dois terços dos anéis de arquibancadas ao redor também foram utilizados pelo público.

 

Segundo reportagem veiculada pelo Portal Folha/UOL, foram disponibilizados 15 mil ingressos para o show; porém, aproximadamente 25% dos assentos disponíveis estavam vazios.

 

De toda forma, na minha avaliação, entendo que o show teve uma ótima repercussão em termos de público presente e que tudo transcorreu de forma extremamente tranquila e favorável, tal qual seria esperado para um show de um artista como Sting.

 

Para finalizar nossa resenha, disponibilizamos a seguir três videos que gravamos durante o show:

 

 

VIDEO 1: Sting - Allianz Parque - Fields Of Gold

 

 

VIDEO 2: Joe Sumner (filho do Sting) - Allianz Parque - Ashes To Ashes 

 

 

VIDEO 3: Sting - Allianz Parque - Every Breath You Take - Fragile

 

O terceiro vídeo da série que disponibilizamos retrata as duas últimas músicas do show. E o destaque vai para a dedicatória que Sting faz em português ao Cacique Raoni (seu antigo companheiro de luta pela preservação da natureza) quando da execução da canção Fragile... Notem bem no final do vídeo a entrada de Raoni no palco ao lado do músico.

 

Foi tudo muito bom e emocionante!

 

Até a próxima.

 

Betão Star Trips

 

 

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