THE WHO + THE CULT + ALTER BRIDGE - Festival São Paulo Trip fazendo a alegria da Paulistada...

September 22, 2017

Todo mundo falando do Rock In Rio... Uns metendo a boca na dupla "Ivete/Gisele" e outros exaltando, finalmente, a participação de artistas mais relevantes da cena rock mundial. Nada de diferente do que sempre acontece a cada edição do festival.

 

Enquanto isso, nas terras de São Paulo de Piratininga, rola o "São Paulo Trip", festival de quatro dias que tem no lineup as principais bandas participantes do lendário festival carioca.

 

Poxa vida... Sobrou para nós, paulistanos, apenas a "nata"... Que chato, hein?

 

Pois é, meus caros... Este vigésimo primeiro dia do mês de outubro do ano de 2017 vai ficar para a história. 

 

Um dos maiores ícones do rock de todos os tempos finalmente aportou no Brasil pela primeira vez: THE WHO. E o mais legal de tudo é que os caras trouxeram à tiracolo outras duas bandas bem legais e que fizeram do espetáculo um sucesso absoluto: The Cult e Alter bridge.

 

 

AQUECENDO OS MOTORES PARA O SHOW

 

Cheguei no Allianz Parque por volta das 15 horas e já encontrei meu grande amigo Oity devidamente acompanhado pela "galera do mal", todos já se aquecendo para o show num boteco da região.

 

E que grata surpresa tive ao encontrar na mesa ao lado o lendário guitarrista Luís Carlini, que mora ali nas proximidades do estádio do Palestra, no icônico bairro da Pompeia.

 

O resultado disso foi que Luís Carlini (no centro, usando boné), a simpatia em pessoa, sentou-se à nossa mesa, tomou uma breja conosco e, por aproximadamente 30 minutos, contou boas histórias da época do Tutti Frutti e de outros momentos mais recentes de sua vida. 

 

Este fato pitoresco deixou a todos do grupo bastante animados e contentes e foi um prenúncio extremamente positivo do que iria rolar mais adiante.

 

 

ALTER BRIDGE

 

Pontualmente, às 18:15, Myles Kennedy e seus companheiros de banda adentraram ao palco do São Paulo Trip e mandaram ver um monte de pedradas e petardos do seu repertório pesado e denso.

 

Uma massa sonora tomou conta do estádio Allianz Parque, fazendo tremer as estruturas da construção.

 

Os caras demonstraram que são extremamente competentes, dominaram o palco e mostraram seu som pesado através da performance de onze canções pinçadas de todos os discos da carreira do grupo (veja o setlist do show no final da matéria, mais abaixo).

 

Infelizmente (eu sempre me pergunto por que fazem isso com as bandas de abertura), a qualidade do som não era das melhores. O som até que estava num bom volume, todavia o timbre das guitarras se misturava ao vocal de Myles Kennedy, fazendo com que fosse um tanto quanto difícil ouvir claramente a bela voz deste potente cantor. 

 

Vou ficar esperando que o Alter Bridge volte ao Brasil e faça um show num local menor (tal qual o Carioca Club, por exemplo), de forma que eu possa curtir a excelente música que eles fazem. O show de ontem, em função da qualidade do som, certamente não fez jus à competência da banda.

 

 

THE CULT

 

Se tem uma banda da década de 1980 que eu venero, esta banda é o The Cult

 

Apesar de toda esta minha admiração, eu ainda não tinha visto a banda ao vivo; e eu estava extremamente ansioso para este show (me arrisco a dizer que estava mais curioso com relação a eles do que com relação ao The Who).

 

Os britânicos também foram pontuais e respeitaram o horário previsto para início da apresentação.

 

 

O setlist do show foi composto de 12 canções de tirar o fôlego... Logicamente, por conta de sua longa trajetória, muita música boa ficou de fora. Mas certamente, as canções Rain, The Phoenix, Rise, Sweet Soul Sister, She Sells Sanctuary e Love Removal Michine fizeram a alegria dos fãs.

 

Os comandantes da banda, Ian Astbury e Billy Duffy tiveram performances impecáveis, tais quais os demais integrantes (Damon Fox na guitarra e teclado, Grant Fitzpatrick  no baixo e John Tempesta na bateria.

 

Durante o show do The Cult o público já era considerável, mas o estádio ainda estava até certo ponto vazio, denotando que o grande público somente estaria completo para a apresentação da atração principal.

 

Por este motivo, senti a galera meio morna. Tanto que, à certa altura, olhei ao meu redor e vi que eu era um dos poucos que estava assistindo o show em pé, dançando e pulando feito um xarope. Até tentei incendiar o povo fazendo movimentos com os braços incentivando todos a se levantarem também... Mas não tive sucesso... Sinceramente, não consegui entender o por que daquela reação do publico; afinal de contas, o show do The Cult é extremamente energético.

 

Com relação à qualidade do som, ao contrário do show anterior, o The Cult foi agraciado com um som alto e cristalino. Ouvia-se perfeitamente as notas das guitarras, o baixo cadenciado, a bateria forte e o vocal limpo e afinado de Ian Astbury. Até nas canções mais pesadas todas estas características foram preservadas.

 

Foi uma excelente apresentação, a qual aqueceu o público de forma muito satisfatória para o que viria a seguir.

 

 

THE WHO

 

Também privilegiando a pontualidade britânica, Roger Daltrey e Pete Townshend deram o ar de sua graça no horário previsto.

 

Felizmente, nestes últimos tempos, eu tenho ido a muitos shows (mas não tantos quanto eu gostaria).

 

E a cada show que tenho ido, sempre fica aquela sensação de que aquele foi um dos melhores shows da minha vida. 

 

E com o The Who não foi diferente. Desde os primeiros acordes da primeira música (I Can’t Explain) até o derradeiro som da segunda (e última) canção do bis (Substitute), eu delirei o tempo todo... Pulei, dancei, gritei, bati palmas, cantei junto... Me dei conta, neste show, que grande parte da trilha sonora da minha vida é composta por muitas músicas do The Who.

 

O setlist foi longo... Vinte e duas músicas! Dentre estas, duas me são muito caras e especiais; Bargain e Behind Blue Eyes. E para meu delírio, as duas foram performadas uma após a outra logo no começo do show. 

 

Os maiores sucessos da banda (aqueles indiscutíveis, que nem é preciso citar aqui) estiveram presentes. Porém, alguns sons menos notórios também fizeram parte do setlist, tais quais a dançante e funkeada "Eminence Front" e a lisérgica "Amazing Journey".

 

Os lendários e icônicos Daltrey e Townshend estiveram impecáveis. Aos 73 e 72 anos de idade respectivamente, ambos esbanjaram vitalidade, mostrando ao mundo que a aposentadoria talvez ainda não esteja nos planos... Assim esperamos.

 

A banda que os acompanha não deixou a desejar, tendo como destaque o baterista Zak Starkey (filho de Ringo Starr) e o guitarrista Simon Townshend (irmão mais novo de Pete Townshend). No baixo tivemos a presença do americano Jon Button (eu não conhecia este músico), o qual mostrou-se muito competente em suas performances. A banda também conta com a ajuda dos tecladistas John Corey, Loren Gold e Frank Simes.

 

Fiz um vídeo da performance de Won't Get Fooled Again; são dez minutos de gravação onde, apesar de ter sido filmado de longe (arquibancada), dá para sentir a energia do show:

 

 

Para finalizar esta resenha, disponibilizo a seguir o setlist dos três shows:

 

 

Forte abraço a todos e até a próxima.

 

Betão Star Trips

 

Nota: Fotos cedidas pelo meu grande amigo e parceiro de shows, Oity de Campos Neto.

 

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